Bom, esse foi o
balanço final do quadrimestre. Gostei muito de ter participado dessa
turma, e claro, do meu grupo! Aqui vão algumas fotos do nosso
processo de trabalho. Um legado importante deixado pela matéria,
certamente vai ser a respeito da intervenção do ambiente além,
também, dos temas que envolvem identidade e cultura que nos fazem e
farão refletir mais sobre a nossa realidade.
A identidade na pós-modernidade
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Identidade, internet e privacidade
Devido
à característica fundamental da sociedade contemporânea, isto é,
à liquidez, temos um pluralismo identitário, uma vez que devemos
estar sempre nos adequando a diversas posições, e que, por
conseguinte, contribuem para a formação do sujeito. E é justamente
nessa sociedade pós-moderna em que a internet tem grande influência
na reprodução das inúmeras identidades.
Na
verdade, a internet reflete muito bem a característica da nossa
sociedade atual. Nela também vemos as multiplicidades, não só
vemos como sentimos, de fato somos. Quantos identidades e e-mails e
temos? De quantos fóruns, de assuntos totalmente diferentes, nós
participamos e aos quais devemos sempre nos adequar? Há diversas
ferramentas na internet, tais como blogs, redes sociais, sites
exclusivos para hospedagem e compartilhamento de vídeos ou fotos,
entre outros. Em todos esses locais da web é possível que nós
criemos novas identidades e até mesmo identidades falsas devido ao
anonimato.
Estabelecem-se
pseudônimos visando o fantástico mundo virtual chamado internet.
Neste mundo, não há espaço e o tempo nem é tão relevante assim
(você pode receber mensagens em tempos distintos e respondê-las em
tempos diversos). A respeito do tempo, reflete-se na realidade o seu
subjugamento perante o espaço, por exemplo. Isto quer dizer que as
redes do cyber-espaço interferem a todo tempo nosso mundo concreto.
Logo,
acaba
havendo uma corrosão entre as fronteiras do real e do virtual e, em
virtude disso, o indivíduo não se vê mais somente em sua vida
prática, agora estamos presentes em múltiplos mundos exercendo
diferentes papéis ao mesmo tempo.
Como
consequência dessa suposta corrosão entre as fronteiras do real e o
virtual, temos uma
fluidez considerável entre o âmbito particular e o âmbito público.
Podemos
nos indagar se, na pós-modernidade, a esfera privada tem estado
condenada à sua redução. Poderíamos afirmar que de
fato
a privacidade morreu? Há alguns anos, era impensável toda essa
exposição nós fazemos através das redes
sociais. Os mecanismos que a internet tem à disposição favorecem
essa exposição, tanto voluntária quanto involuntária. Todos os
dias vigiamos e somos vigiados, ou
seja, nossas
identidades privadas tornam-se cada vez mais públicas.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Consumo e identidade
Com efeito, o consumo sempre foi
importante para nós seres humanos. Podemos viver sem ao menos
produzir, mas não se não consumirmos. No nosso modo de vida atual,
é claro, produzimos e muito. Ao sermos remunerados pela venda da
nossa força de trabalho, não é só natural, como essencial que
consumamos esses bens, seguindo a lógica do fluxo econômico contido
na racionalidade econômica do ciclo de produção e reprodução
social.
Pra termos uma ideia da grandeza do
consumo, ocorrem até mesmo disputas por este, isto é, para
participar desse cenário e usufruir do que a sociedade produz.
Sobretudo quando camadas populares começam a consumir mais e
ascenderem economicamente. Como grande exemplo recente, tivemos os
famosos “rolezinhos” que aconteceram nos mais diversos shoppings
de São Paulo. Estes jovens buscavam se afirmar identitariamente
por meio do consumo. Nota-se suas a similaridades de vestuário.
Muitos gastam todo seu dinheiro em algumas peças, as quais são de fato
originais, a fim seguir o padrão de “ostentação” tanto
difundido através das letras de músicas das quais eles gostam.
Este foi apenas um exemplo de como o
consumo pode ser um meio através do qual um indivíduo traduz sua
identidade. Veja bem, isto ocorre em todas as classes as sociais.
Aliás, o fato do rolezinho é muito mais peculiar, em virtude de os
jovens serem de classes sociais menos abastadas. No entanto, o
consumo usado como este meio é muito mais recorrente a outras
parcelas da sociedade, por motivos já conhecidos.
Como
o consumo é o principal meio de acesso àquilo necessário para a
construção das identidades, esta acaba se tornando uma mercadoria.
O consumo, portanto, torna-se uma necessidade à própria existência.
E o mercado aproveita-se muito bem disso, por meio do marketing e da
publicidade eles impelem-nos cada vez mais a satisfazer essas
vontades e “necessidades” artificiais.
Cada vez mais o indivíduo tem
dificuldade para assumir sua existência. Por conseguinte, essa
ansiedade e incerteza sobre si mesmo expressam-se no ato de consumir.
Devido a isso, tem-se impactos na alteridade e nas relações do
indivíduo para com a sociedade.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Globalização e a crise das identidades
Há um processo pelo qual grande parte
do mundo tem passado chamado globalização. Pode-se definir como
processos que comprimem o espaço e o tempo, sobrepujando as
distâncias, graças às comunicações instantâneas – diga-se,
também, trocas, tanto de informações, capital, serviços, etc.
entre pessoas – de modo a promover influências de lugares e
pessoas, em toda parte do mundo.
Fala-se muito acerca de alguns
aspectos da globalização sobre as identidades culturais, tais como
algumas consequências: homogeneização cultural, ou até mesmo a
resistência à globalização tendo como produto o reforço de
identidades locais.
O mercado global de estilos, lugares,
imagens e produtos, visa decerto a padronização das necessidades e
desejos, a fim de aumentar sua extensão. Quanto mais ocorre a
padronização, mais as identidades se tornam desvinculadas de
lugares, histórias e, sobretudo, das tradições. A vida social
acaba sendo mediada por este mesmo mercado. E, graças ao consumismo
global as identidades são reduzidas a uma espécie de mesma
linguagem mundial através da qual todas as identidades podem ser
expressas.
Também podemos dizer que a lógica do
mercado tem sido fator de deslocamento das identidades nacionais. O
Estado tem cada vez menos se importado a manter uma união sólida de
nação. Por incrível que pareça, o patriotismo foi passado para a
força do mercado, como podemos ver com a Copa do Mundo, por exemplo.
As
localidades (lugares) que são separadas pelas distâncias, devido à
sua supressão, têm perdido o seu significado. Causando, então, uma
crise no que podemos dizer território e consequentemente no
Estado-nação, o qual não tem mais competência para garantir
recursos culturais da sustentação das identidades.
domingo, 6 de julho de 2014
O trabalho como agente de formação de identidade
Se houve algo na primeira
aula de Identidade e Cultura que me fez refletir, foi sobre o
trabalho A fala da professora e o relato de uma colega, ambas sobre
seus pais e como eles lidaram com a possível saída de seus
respectivos empregos devido ao período da reestruturação produtiva
me fez indagar quão importante é o trabalho para a construção da
identidade de um sujeito.
O trabalho já teve
inúmeras concepções: Na Grécia o trabalho tinha um significado
pejorativo, uma vez que era associado à satisfação de necessidades
básicas (produzir, vestir-se, alimentar-se) tanto é que este era de
competência dos escravos. O mais alto grau de atividade humana se
concentrava na filosofia. Na época medieval também havia uma
concepção pejorativa. Não competia para o nobre trabalhar. Isto
era função dos servos. O mesmo acontecia nos primórdios do período
moderno, no qual a classe com mais prestígio social (nobres) também
manteve seu o seu ideal. Mas com a ascensão de uma nova classe,
ascensão esta conseguida através do próprio “trabalho”,
aconteceram inúmeras modificações na concepção da atividade
laborativa. Sobretudo com a reforma protestante. A racionalidade que
trabalho possui hoje é inexorável.
. De acordo com a
professora, seu pai sofreu muito ao passar por uma suposta crise de
identidade, chegando ao ponto de fazer do álcool um fator de
reconstrução desta identidade, visto que ele, segundo a nossa
própria professora, ia aos bares acompanhado de seus diversos outros
companheiros desempregados e também afetados pela reestruturação
produtiva.
Portanto, é indubitável
o papel que o trabalho tem. O trabalho é o principal meio através
do qual o ser humano dialoga com a sociedade. Ele ajuda-nos a
construir nossa auto-imagem e identidade. E quando há uma quebra
dele com este laço, afastando o trabalhador de sua atividade, há,
por conseguinte, a fragilização de sua identidade.
Aualmente, tem havido
uma outra perda de uma identidade, que eu, particularmente, acho
relevante citar, uma vez que esse post tem a ver com o trabalho e o
sentido de identidade. Na nossa organização das relações sociais
de produção, temos como produto característico
a separação entre as diversas espécies de trabalho, isto
é, a própria divisão do trabalho. Esta
divisão do trabalho tem como principal consequência a formação de
complexas identidades laborativas, digamos assim. Tanto é que a
própria sensação de pertencimento a uma classe está enfraquecida.
Vê-se
com frequência o repúdio que muitas pessoas têm acerca de algumas
greves que aconteceram recentemente. É claro que grande parte tem
suas justificativas do porquê de
não as achar legítimas, cabendo
até uma investigação sobre elas, evidentemente. Entretanto,
esquecem-se que também fazem parte de uma mesma classe.
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