Há um processo pelo qual grande parte
do mundo tem passado chamado globalização. Pode-se definir como
processos que comprimem o espaço e o tempo, sobrepujando as
distâncias, graças às comunicações instantâneas – diga-se,
também, trocas, tanto de informações, capital, serviços, etc.
entre pessoas – de modo a promover influências de lugares e
pessoas, em toda parte do mundo.
Fala-se muito acerca de alguns
aspectos da globalização sobre as identidades culturais, tais como
algumas consequências: homogeneização cultural, ou até mesmo a
resistência à globalização tendo como produto o reforço de
identidades locais.
O mercado global de estilos, lugares,
imagens e produtos, visa decerto a padronização das necessidades e
desejos, a fim de aumentar sua extensão. Quanto mais ocorre a
padronização, mais as identidades se tornam desvinculadas de
lugares, histórias e, sobretudo, das tradições. A vida social
acaba sendo mediada por este mesmo mercado. E, graças ao consumismo
global as identidades são reduzidas a uma espécie de mesma
linguagem mundial através da qual todas as identidades podem ser
expressas.
Também podemos dizer que a lógica do
mercado tem sido fator de deslocamento das identidades nacionais. O
Estado tem cada vez menos se importado a manter uma união sólida de
nação. Por incrível que pareça, o patriotismo foi passado para a
força do mercado, como podemos ver com a Copa do Mundo, por exemplo.
As
localidades (lugares) que são separadas pelas distâncias, devido à
sua supressão, têm perdido o seu significado. Causando, então, uma
crise no que podemos dizer território e consequentemente no
Estado-nação, o qual não tem mais competência para garantir
recursos culturais da sustentação das identidades.
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