quinta-feira, 17 de julho de 2014

Globalização e a crise das identidades

Há um processo pelo qual grande parte do mundo tem passado chamado globalização. Pode-se definir como processos que comprimem o espaço e o tempo, sobrepujando as distâncias, graças às comunicações instantâneas – diga-se, também, trocas, tanto de informações, capital, serviços, etc. entre pessoas – de modo a promover influências de lugares e pessoas, em toda parte do mundo.
Fala-se muito acerca de alguns aspectos da globalização sobre as identidades culturais, tais como algumas consequências: homogeneização cultural, ou até mesmo a resistência à globalização tendo como produto o reforço de identidades locais.
O mercado global de estilos, lugares, imagens e produtos, visa decerto a padronização das necessidades e desejos, a fim de aumentar sua extensão. Quanto mais ocorre a padronização, mais as identidades se tornam desvinculadas de lugares, histórias e, sobretudo, das tradições. A vida social acaba sendo mediada por este mesmo mercado. E, graças ao consumismo global as identidades são reduzidas a uma espécie de mesma linguagem mundial através da qual todas as identidades podem ser expressas.
Também podemos dizer que a lógica do mercado tem sido fator de deslocamento das identidades nacionais. O Estado tem cada vez menos se importado a manter uma união sólida de nação. Por incrível que pareça, o patriotismo foi passado para a força do mercado, como podemos ver com a Copa do Mundo, por exemplo.

As localidades (lugares) que são separadas pelas distâncias, devido à sua supressão, têm perdido o seu significado. Causando, então, uma crise no que podemos dizer território e consequentemente no Estado-nação, o qual não tem mais competência para garantir recursos culturais da sustentação das identidades.

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